Gafanhotos Motorizados
Gênero textual – Crônica
Gafanhotos motorizados

Mudei-me recentemente para Nazaré, cidade do Recôncavo Sul da Bahia. Acreditava ser uma pacata cidadezinha do interior, até que decidi ir ao centro para conhecê-la um pouco melhor. Foi quando me assustei com a quantidade de motos circulando pelas ruas. A presença dos moto-taxistas é excessiva. Também, trata-se de um transporte rápido e barato. E põe rápido nisso!
“É moto para todo lado!” Pensei comigo. Em toda esquina e nas portas de muitas casas, em todo lugar havia moto.
No percurso, tentei contar, mas perdi as contas de tantas motocicletas. Há pontos de moto-táxi por toda parte, sempre lotados. Os “moto-boys” quando vêem pessoas vindo em sua direção partem para cima, como abutres famintos: “Moto aí, menino?”; “Moto, minha tia?”
Além disso, quando estão pilotando, sentem-se donos do asfalto, quer dizer, no nosso caso, do calçamento. E ultrapassam todos os limites de velocidade, esquecendo-se da segurança porque, geralmente, não usam capacete e outras coisas necessárias para a proteção: prudência, por exemplo.
“Opa! Quase fui atropelado enquanto pensava nesta crônica.”
Continuando o passeio por essa cidade “motoqueira”, encontrei menores de idade pilotando. Assustei-me, porque não eram poucas as crianças que pilotavam. Alguns se arriscavam fazendo acrobacias. A cidade parecia ter sido invadida por uma nuvem de “gafanhotos motorizados”.
Cansei de ouvir tantos roncos e decidi ir para a minha casa. Pensei que ficaria em paz, mas à noite um infeliz passava, “a todo gás”, na frente da minha casa, fazendo o maior barulho. Deitei na minha cama e refleti um pouco sobre o meu dia. Cansado da caminhada, dormi e sonhei que estava sendo atacado por uma nuvem de motoqueiros. Foi quando ouvi uma buzina estridente de uma motocicleta. Acordei assustado. Era o entregador de pizzas que errou o endereço.
Marcos Vinícius Bião dos Santos – 1º A
Professora: Ionã Scarante